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sábado, 5 de novembro de 2011

Fair Play

Tema muito discutido principalmente por quem está em desvantagem, e de certa forma polêmico.
Hoje, 05 de novembro 2011, tive o prazer de ver um de meus ídolos, o tenista Roger Federer, demonstrar mais uma vez que é possível ser competitivo e educado.
Sacando em 5-2 (30-15) no segundo set, para fechar a partida contra Stanislas Wawrinka (semifinal ATP 500 - Basel, Suíça), cometeu um erro não forçado numa bola em que seu adversário estava caído. O árbitro, por estar acompanhando a queda de Wawrinka, não percebeu a chamada do ponto e o computou para Federer, dando ao mesmo um Match Point (40-15). Assim que percebeu, Federer solicitou ao árbitro rever o ocorrido e assim o placar passou para 30-30.
No tênis é muito comum atitudes como esta, inclusive em alguns jogos, o atleta em dúvida no momento de solicitar o desafio eletrônico chega ao ponto de perguntar ao seu oponente se a bola foi boa ou não. Por que não pode ser assim?
Principalmente em esportes de contato, como futebol e futsal, existe muita simulação e com isso a credibilidade diminui cada vez mais. Sou contra simulação.
Sempre peço à minha equipe (hoje Sub-20 do Serrano FC) que quando devolvemos a bola ao adversário após uma paralização não a jogue pra fora, mas que devolva ao goleiro ou zagueiro. Jogar pra fora não vai fazer com que sejamos mais "espertos" ou nos dará maiores chances de saírmos vencedores. Mas com certeza nos manterá educados. Não me lembro de alguma jogada em que uma devolução pela lateral para pressionar o adversário tenha se transformado em gol. No máximo obriga um chutão e a retomada da posse de bola.
Precisamos diminuir (se possível um dia parar) a necessidade de tentar levar vantagem em tudo, simulando contusões e agressões. Imagina se isso acontecese no Hockey, Futebol Americano, Rugby etc?
Onde quero chegar? A educação precisa fazer parte do esporte. E ser educado não quer dizer menos competitivo. Seremos sempre duros e intensos na busca pelo resultado, mas justos!!

Grande abraço.
Fernando F. Pessoa de Araújo

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Profissional de Educação Física e "tsunami esportivo".

Aproveito o texto do Prof. Jorge Steinhilber, publicado na edição de número 40 da Revista EF, para parabenizar todos os Profissionais de Educação Física neste dia 01 de Setembro.

"E por que tsunami esportivo? Porque é uma imensa onda esportiva que poderá passar deixando um rastro de destruição e frustração, se os resultados em conquistas de medalhas não atenderem à expectativa da sociedade. Essa expectativa é alimentada principalmente pela cobertura midiática, que tem dado grande enfoque à conquista de resultados competitivos, e não o fato de o Brasil já ser vitorioso em razão de ter conquistado o direito de sediar os maiores megaeventos esportivos mundiais, tornando-se, nesta década, a Capital Mundial do Esporte.


Acreditamos que o Brasil - governantes, parlamentares, empresas e demais atores - deveria atentar para a forma de "surfar" neste tsunami, identificando as oportunidades de desenvolvimento, de formação cidadã, de incentivo à prática de exercícios físicos e esportivos, contribuindo para a promoção da saúde. Resumindo: o Brasil precisa planejar, programar e estabelecer os legados Sócio-Educacionais que esses megaeventos podem nos trazer. E esses legados passam pelos valores do esporte, da educação olímpica, da qualidade de vida e, consequentemente, do bem-estar.

Temos que focar não apenas na formação e fomento de medalhistas esportivos, mas também no trabalho e na responsabilidade ética de formar campeões para a vida. Defendemos que essas não são áreas excludentes nem conflitantes, e sim complementares.

Acreditamos e ratificamos que se faz necessário um olhar para o Brasil como petência olímpica no desenvolvimento da qualidade de vida e, nesse ponto, deve-se foentar a Educação e Saúde por meio do esporte. O fato de algum país obter númro expressivo de medalhas olímpicas ou de ser o campeão mundial de futebol não significa dizer que há relação direta com o desenvolvimento social, com a equidade social, com o desenvolvimento educacional e com a promoção da saúde.

A bola da vez é o esporte, e o Profissional de Educação Física é o responsável direto para que seus valores sejam adquiridos e assimilados. É o responsável pelo seu desenvolvimento desde a basa até o alto rendimento. E, evidentemente, o responsável para que, por meio do esporte, possa se propagar Educação e Saúde."

Abraço à todos os Profissionais de Educação Física, também compartilhado com quem acredita que nosso trabalho tem valor. Pois infelizmente ainda carregamos uma imagem confundida com "vida mansa".

Parabéns pelo dia de hoje!!

Fernando F. Pessoa de Araújo
Cref 009582 G/RJ 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Curiosidades e Dicas #1

Uma pequena mostra de como alguns maus hábitos fazem nosso relógio trabalhar rápido.

Cigarro: 03 segundos
A fumaça do cigarro chega aos pulmões em poucos segundos, causando irritação e inflamação das vias aéreas e, em 07 segundos, a nicotina atinge o cérebro, fazendo com que ele libere dopamina, substância ligada ao bem-estar. Isso explica por que os estressados tendem a dar inúmeras baforadas ao longo do dia. Estudos recém-piblicados mostraram que o cigarro é capaz de causar danos ao seu material genético em nada menos do que 15 minutos.

Gordura: 45 minutos
As terríveis gorduras saturadas, presentes em delícias como biscoitos e bolos, levam ao aumento do risco de coagulação do sangue em menos de uma hora. A boa notícia é que uma diéta rica em gorduras poli-insaturadas e em ômega-3 contrabalanceia esses efeitos negativos. Em três horas, apontaram pesquisas, a gordura saturada consegue transformar o bom colesterol (HDL) no ruim (LDL).

Álcool: 06 minutos
Leva menos de 10 min para que 900 ml de cerveja ou três taças de vinho causem danos ao cérebro, revela pesquisa alemã. Segundo artigo publicado no Journal of Cerebral Flow and Metabolism, a concentração de compostos que protegem o cérebro cai à medida em que os níveis de álcool no sangue sobem.

Fonte: Revista Sport Life, Núm 117.

Grande abraço,
Fernando F. Pssoa de Araújo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ser Ídolo. Exemplo: Michael Jordan

Um trecho do livro Cestas Sagradas, de Phil Jackson e Hugh Dalahanty. Phil Jackson foi treinador de Michael Jordan nos 6 títulos do Chicago Bulls na década de 90. Um profissional precisa acima de tudo respeitar seu próprio talento. Um ídolo, precisa ter noção do que ele significa.

"Na minha cabeça, Michael era a epítome do guerrairo pacífico. Dia após dia, ele já fora mais castigado em jogo do que qualquer outro jogador da liga, mas raramente mostrava sinais de raiva. Uma vez foi derrubado pela defesa do Detroit, quando saltava pra cesta, e brutalmente jogado no chão. Foi uma pancada maliciosa que poderia ter causado uma lesão séria, e eu esperava que Michael estivesse fervendo de raiva. Mas não estava. Durante o tempo de pausa que se seguiu, perguntei se estava se sentindo frustrado. -Não- disse encolhendo os ombros. -Eu já espero que eles façam isso quando entro lá.
    A competitividade de Michael é legendária. Seu modus operandi típico é estudar os adversários cuidadosamente, descobrir os pontos fracos, e a seguir partir para eles como se fosse uma equipe de demolição feita de um homem só, até o time inimigo desmoronar.
   No início de sua carreira. Michael tinha tanta energia que tentava vencer os jogos sozinho, mas muitas vezes não aguentava o último quarto. Eu o encorajava a conservar energia para que estivesse descansado quando realmente precisássemos dele.
    Mas conseguir que Michael se contivesse era quase impossível. Em 1991-92, teve que ser carregado para fora da quadra, por ter machucado as costas. No dia seguinte, mal podia andar, mas recusou-se a ficar olhando das laterais. Contundido, jogou três jogos seguidos. sentia tanta dor que o massagista teve que ajudá-lo a andar do vestiário para a quadra.
   Mas logo que pisava na quadra transformava-se em outra pessoa: Linhas Aéreas Jordan*."
*apelido mais conhecido como "Air Jordan".

Abraços. Fernando F. Pessoa

sábado, 2 de julho de 2011

Prabéns Djokovic!!

Nesta sexta feira, 01 julho 2011, o sérvio Novak Djokovic tornou-se número 1 do ranking no tenis masculino após vencer o francês Jo-Wilfried Tsonga por 7-6(4); 6-2; 6-7(9); 6-3, conquistando uma das vagas para a final do torneio mais tradicional do mundo do tênis, Wimbledon. Final vencida pelo próprio pelas parciais 6-4; 6-1; 1-6; 6-3 contra Rafael Nadal.
Fato que poderia ser considerado normal no esporte, mas nesse caso será preciso uma atenção especial. Ele conquista este posto em uma época que "vivem" Roger Federer (Sui), considerado por muitos (compartilho da opinião) o melhor tenista da história e Rafael Nadal (Esp), o "Touro Miúra".
Desde 2004, quando Federer alcançou o posto de número 1, apenas estes dois tenistas estiveram lá. Outro fato é que Djokovic três vezes e Del Potro (Arg) uma vez, conseguiram conquistar um torneio de Grand Slam desde 2006, neste período foram 22 torneios, sem que Roger (16 Grand Slam na carreira) ou Rafa (10 Grand Slam na carreira) o fizessem.
Sendo assim, PARABÉNS DJOKOVIC!!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Paixão e Confiança

  O americano Jonh Wooden, considerado o maior técnico de basquete de todos os tempos, escreveu em seu livro Jogando para Vencer, a seguinte frase: "Viva como se fosse morrer amanhã. Aprenda como se fosse viver pra sempre". Neste caso ele buscou reflexão sobre pontos que um líder precisa para ser eficaz. Vejo isso também como uma demosntração de paixão pelo que busca.
  Não precisamos competir por razões que não estejam relacionadas ao comprometimento e amor ao que queremos realizar.
   Se vai fazer algo, que seja com paixão. Podem até questionar suas qualidades, mas jamais sua sinceridade. O que ao meu entender, transmite uma enorme confiança.

Ou alguém duvida dessa foto?!



Grande abraço. Fernando F. Pessoa de Araújo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Prefácio"

Este texto foi apresentado em aula na ESPM-RJ, pelo Prof. Antônio Carlos MORIM, ao qual agradeço a gentileza. Texto divertido e com interessante reflexão. Vale apena uns minutinhos.

"Prefácio"

Depois das gracinhas de hábito, era comum perguntarem a origem de um nome tão prosaico. Nas primeiras vezes, envergonhado, procurava mudar de assunto. Com o tempo, acostumou-se.
Seu pai, cidadão de pouca instrução, mas de boas intenções, não queria errar. O Almeida, encarregado da expedição na empresa onde trabalhava, moço estudado, presenteou-lhe com um livro, que trazia sugestões de nomes e seus significados.
Encantou-se com o primeiro nome do livro: "Prefácio". Era o que tinha a explicação mais longa; umas 3 ou 4 páginas. E se vinha em primeiro lugar, deveria ser o mais importante, como o Dr. Bonifácio, medico da cidade, ou do seu Acácio, dono do mercadinho, muito querido no bairro. Até pensou no diminutivo, "Facinho". Ficou Prefácio.
Mas o jovem Prefácio descobriu-se diferente quando foi completar seus estudos na cidade grande. As brincadeiras prosseguiram e, antes do final da primeira semana, uma colega de classe, penalizada, esclareceu-lhe o mistério. Foi quando ele descobriu que nunca mais seria uma pessoa comum.
Os anos se passaram e o jovem Prefácio foi aprendendo a conviver com o legado de seu bem-intencionado pai. Acostumou-se  a conversar com estranhos em qualquer lugar onde apresentasse documento. De vítima tornou-se um sujeito popular.
De todo modo, Prefácio era um nome único. Quase uma marca. Talvez por isso decidiu graduar-se em Marketing. Não podia ter feito escolha melhor. Nas aulas de planejamento de comunicação entendeu rapidamente as vantagens de um nome único, com potencial de garantir seu posicionamento na mente do público-alvo. Teve certa facilidade para ingressar no mercado de trabalho, sensibilizando o dono de uma agência de comunicação com a teoria de que os planos de comunicação da agência deveriam ter sempre um bom Prefácio.
Ampliou seu círculo de relações profissionais com a facilidade proporcionada pela curiosidade. E fazia muito sucesso com as mulheres, estimuladas pela curiosidade de conhecer um homem que, a julgar pelo nome, valorizava as preliminares (Prefácio sempre arrumava um jeito de dizer que era bom de introdução).
Enfim, o nome garantiu ao bom Prefácio uma vida feliz e confortável. Eis por que, casado e aguardando a chegada de seu primeiro filho, Prefácio preocupava-se com a escolha do nome de seu "produto",cuja importância reconhecia por experiência própria.
Pensou em sinônimos, como Prolegômeno, Intróito ou Introdução, mas ficou receoso dos potenciais diminutivos e apelidos (Goma, Totó e Duca). Chegou a considerar a possibilidade de algo mais moderno, como Internet. Mas ficou imaginando que se seu pai houvesse trilhado o mesmo caminho, provavelmente ele se chamaria algo como Transistor ou Microondas
O pai, já aposentado, sugeriu uma consulta ao velho Almeida, agora seu companheiro de dominó vespertino. Almeida, foi categórico: Pra mim, nome tem que ser uma coisa simples e comum. Que tal José?
Prefácio adorou a sugestão, mas como não gostava de nomes duplos, como seu pai, ficou só com o primeiro. Resta torcer para que o pequeno Quetal tenha a mesma sorte do pai, quem sabe na área de consultoria.
Do Livro "Tirando o Macaco", de Flávio Ferrari, Ed. Biruta.

domingo, 8 de maio de 2011

Em breve estarei escrevendo aqui.
Agradeço esta foto ao meu aluno Luiz Henrique e minha amiga e profissional Carolina Pires, pessoas com as quais compartilhei um dos trabalhos mais gratificantes que realizei.