Este espaço é destinado à troca de informações e curiosidades sobre assuntos relacionados ao meio esportivo como treinamento, administração, marketing e outros mais.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Gestão de qualidade e prestação de serviços



Uma matéria na Revista Alfa (Edição Outubro 2012) chamou a atenção sobre os valores das vendas e serviços em geral encontrados em nosso país.

Na seção Playground, tem a matéria “A dura vida de um milionário”, por Carolina Tarrío. A questão aqui não é debater sobre o que fazer pra ganhar dinheiro ou algo do tipo, mas sim usar uma parte do texto para uma reflexão sobre como pagamos caro por serviços que nem sempre são de qualidade.

Em parte do texto lê-se “E aí, mais um obstáculo: alguns escritórios costumam definir um montante mínimo para investir. Ou seja, você está feliz da vida porque conseguiu R$700 mil para aplicar, mas nem sempre pode entrar no clube. Ou tem R$1 milhão – valor mínimo estipulado em alguns escritórios – e fica com a sensação de que será tratado como cliente xinfrim, sem muita atenção”. “As pessoas que têm entre R$500 mil e R$5 milhões para investir costumam ser muito mal atendidas”.

Pergunto, como assim?! Cliente é cliente, seja para tomar um cafezinho ou uma garrafa de um blended scotch 18 anos. A prestação de serviço quem escolheu foi o empresário quando projetou seu negócio, não pode a partir daí diferenciar clientes. Defendo a tese de que clientes assíduos ou considerados de maior “valor” tenham tratamento de acordo – VIP, mas não prestar um bom serviço aos outros é bem diferente.
Trazendo para nosso dia-a-dia, temos fast-food que demora muito (perdeu o sentido) e o atendimento está longe de ser o melhor, restaurantes caríssimos que terceirizam o serviço de manobrista, lojas que não querem realizar trocas em determinados dias e o pior que ainda acham que estão nos fazendo um favor, e por aí vai...

Na Educação Física e no Esporte também não é diferente. A impressão que dá é que os clubes e academias estão lhe proporcionando um status fora do normal por “deixar” o profissional trabalhar. Exigem metas e te colocam em questão a todo o momento. Impõe salários que desvalorizam o profissional, cobram caro de seus clientes e dificilmente se responsabilizam por algo. Temos muitos profissionais competentes e empresas justas, mas infelizmente também temos os chamados aventureiros de plantão.

Profissionais que prestam serviços de qualidade tem que ser valorizados sim, mas também têm que ter a OBRIGAÇÃO de fazer valer por isso. Cabe às empresas criarem um melhor sistema de gestão, profissionalizar tudo que estiver ao alcance, dar suporte aos seus colaboradores e assim cobrá-los por melhores resultados dentro de uma linha racional.
Acredito que tudo que é profissional, comprometido e planejado tem maiores chances de ter êxito, e seus clientes do “cafezinho ao Scotch 18” estarão sempre satisfeitos. Estes precisam repetir a utilização do serviço pela confiança e satisfação no produto, e não somente pela sua necessidade.

Abraço!!

Prof.Esp. Fernando Pessoa
Cref 9582 G/RJ
fpa.fernando@hotmail.com
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Forward Team Management
forwardtm.com.br

quinta-feira, 29 de março de 2012

Dicas e Curiosidades #2 / corrida na praia

 
Texto do meu amigo e profissional de Educação Física Carlos Castilhos (CREF 020564 G/RJ).
Breve leitura sobre aspectos da corrida na areia da praia

Correr na praia é realmente Sensacional. A praia, o mar, ar puro, a brisa no rosto… tudo ao seu alcance! Relaxamento total!

A corrida na praia é uma boa pedida para quem quer escapar da poluição do ar oriunda do escapamento dos carros. Também é excelente para quem quer fugir do ambiente fechado de uma academia. Mas o treinamento exige alguns cuidados básicos.

Tome algumas precauções como: usar um boné, filtro solar e óculos escuros se correr após as 8 horas da manhã. Se for correr bem mais cedo do que isto, esses cuidados básicos podem ser dispensados, pois a areia que ajuda a refletir a luz do sol só é mais intensa a partir das 9 horas da manhã e tomar um solzinho nos braços e nas pernas intensifica a assimilação da vitamina D.
Ponto indispensável é a hidratação. Beba água antes, durante e depois. Gatorade, Sport Drink e similares também são bem vindos, principalmente durante e depois, mas água já resolve. Uma água de coco após o treino ainda te dá o charme da praia.

O sol é fundamental para a saúde e o funcionamento do corpo.  Por meio dos raios do tipo ultravioleta B, nosso organismo obtém a vitamina D, melhorando a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos e evitando a formação de osteoporose. Além disso, a formação de vitamina D no organismo mantém o equilíbrio, evita quedas e dá mais vigor aos músculos. 

Qual a diferença entre correr no asfalto e correr na areia?

Quando corremos nos deslocamos graças à força muscular e de impulsão. A força muscular é realizada por nossos músculos e aplicada sobre o solo. Quando este é rígido, como o asfalto, esta força é transformada em impulsão. Quando corremos em piso macio, como a areia, uma parte desta força muscular é absorvida pelo piso e não se transforma em impulsão. Sendo assim, para correr em um determinado ritmo você despenderá mais energia correndo na areia fofa do que no asfalto.

Algumas Vantagens de correr na areia

O impacto é reduzido em comparação ao asfalto, quanto mais fofa a areia menos o impacto;

Aumenta a sobrecarga principalmente nas panturrilhas e quadríceps, consequentemente aumentando a força;

Terreno menos estável auxilia no fortalecimento de músculos e articulações, assim como aumenta o gasto energético.

A corrida na areia é muito mais intensa a causa maior queima de calorias se comparada com a corrida no asfalto ou esteira.

Algumas dicas para correr na areia da praia
Muito cuidado por correr descalço. Pedras, conchas, cacos de vidro podem estar na areia. Existem modelos de tênis próprios para corrida na praia. Evite tênis com a trama do tecido furado ou com entradas para ventilação e use meias com cano médio para não entrar areia;
Evite local onde existe inclinação. Se não houver opção faça o percurso de volta pelo mesmo caminho da ida para tentar manter um equilíbrio muscular mínimo. Ainda sim suas articulações dos membros inferiores e coluna podem ser prejudicadas;
Procure os locais onde a areia é mais dura, assim você poupa energia, terreno menos estável pode provocar torções e por consequência lesões nas articulações. Quando iniciante alterne com algumas caminhadas para melhor adaptação;
Não faça manobras radicais para saltar as valetas da praia. Se a largura da valeta for pequena, vale aumentar a velocidade e abrir a passada para saltar. Se for grande, é melhor molhar os pés do que se machucar tentando pular;
Não se esqueça dos cuidados extras como usar um filtro solar, boné e óculos escuros;
Lembre-se de hidratar com frequência.
Importante ressaltar a importância de acompanhamento especializado, com um profissional de Educação Física. No caso de buscar auxílio de suplementação para treinar procure um nutricionista.

Prof. Carlos Castilhos / carlosccastlhos@hotmail.com

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Valorização Profissional

Há alguns meses, especificamente em Novembro de 2011, li na página gestaoemfisio.blogspot.com um texto sobre o valor de nossos serviços. Aproveitando o gancho, aliado ao início do ano onde muitos contratos são firmados, vamos falar um pouquinho mais desse assunto.

Por algum motivo - cada um tem o seu - as pessoas estão criando uma lacuna enorme entre o caro" e "barato" no mercado profissional. E nem coloco em questão as bases para estagiários.
Pelo interesse de estar trabalhando muitos aceitam vender seus serviços, pelos quais se dedicam muito, por valores questionáveis. Volto ao ponto de que cada um tem seu motivo, mas tais atitudes colocam as remunerações e contratos muito abaixo do que poderiam estar.
Uma vez escutei de uma pessoa com quem estava negociando "Por que acha que o fato de ter estudado lhe dá o direito de querer ganhar mais?" e respondi "Justamente por isso!". Estudo depende de investimento e em algum momento precisamos e temos o direito de receber pela qualidade do serviço que oferecemos.
Quando alguns de nós faz a opção de fazer valer o esforço e conhecimento buscando melhores contratos visando inclusive qualidade de vida para nossa famílias, muitas vezes somos até tratados como "marrentos". Como diz meu amigo Celso, "Quer ver show do Roberto Carlos por R$5? Não vai! Coisa boa custa caro!".

Vamos ter calma em nossas escolhas e posicionamentos. Nós somos os responsáveis pela nossa valorização!

Grande abraço.
Fernando Pessoa