Uma matéria na Revista Alfa (Edição Outubro 2012) chamou a atenção sobre os valores das vendas e
serviços em geral encontrados em nosso país.
Na seção Playground, tem a matéria “A dura vida
de um milionário”, por Carolina Tarrío.
A questão aqui não é debater sobre o que fazer pra ganhar dinheiro ou algo do tipo,
mas sim usar uma parte do texto para uma reflexão sobre como pagamos caro por
serviços que nem sempre são de qualidade.
Em parte do texto lê-se
“E aí, mais um obstáculo: alguns
escritórios costumam definir um montante mínimo para investir. Ou seja, você
está feliz da vida porque conseguiu R$700 mil para aplicar, mas nem sempre pode
entrar no clube. Ou tem R$1 milhão – valor mínimo estipulado em alguns
escritórios – e fica com a sensação de que será tratado como cliente xinfrim,
sem muita atenção”. “As pessoas que têm entre R$500 mil e R$5 milhões para
investir costumam ser muito mal atendidas”.
Pergunto, como
assim?! Cliente é cliente, seja para tomar um cafezinho ou uma garrafa de um blended
scotch 18 anos. A prestação de serviço quem escolheu foi o empresário quando
projetou seu negócio, não pode a partir daí diferenciar clientes. Defendo a
tese de que clientes assíduos ou considerados de maior “valor” tenham
tratamento de acordo – VIP, mas não prestar um bom serviço aos outros é
bem diferente.
Trazendo para nosso
dia-a-dia, temos fast-food que demora muito (perdeu o sentido) e o atendimento
está longe de ser o melhor, restaurantes caríssimos que terceirizam o serviço
de manobrista, lojas que não querem realizar trocas em determinados dias e o
pior que ainda acham que estão nos fazendo um favor, e por aí vai...
Na Educação Física e no
Esporte também não é diferente. A impressão que dá é que os clubes e academias
estão lhe proporcionando um status fora do normal por “deixar” o profissional
trabalhar. Exigem metas e te colocam em questão a todo o momento. Impõe
salários que desvalorizam o profissional, cobram caro de seus clientes e
dificilmente se responsabilizam por algo. Temos muitos profissionais competentes e empresas justas, mas infelizmente também temos os chamados aventureiros de plantão.
Profissionais que
prestam serviços de qualidade tem que ser valorizados sim, mas também têm que
ter a OBRIGAÇÃO de fazer valer por isso. Cabe às empresas criarem um melhor
sistema de gestão, profissionalizar tudo que estiver ao alcance, dar suporte
aos seus colaboradores e assim cobrá-los por melhores resultados dentro de uma
linha racional.
Acredito que tudo que é
profissional, comprometido e planejado tem maiores chances de ter êxito, e seus
clientes do “cafezinho ao Scotch 18” estarão sempre satisfeitos. Estes precisam
repetir a utilização do serviço pela confiança e satisfação no produto, e não
somente pela sua necessidade.
Abraço!!
Prof.Esp. Fernando Pessoa
Cref 9582 G/RJ
fpa.fernando@hotmail.com
_______________
Forward Team Management
forwardtm.com.br