Tema muito discutido principalmente por quem está em desvantagem, e de certa forma polêmico.
Hoje, 05 de novembro 2011, tive o prazer de ver um de meus ídolos, o tenista Roger Federer, demonstrar mais uma vez que é possível ser competitivo e educado.
Sacando em 5-2 (30-15) no segundo set, para fechar a partida contra Stanislas Wawrinka (semifinal ATP 500 - Basel, Suíça), cometeu um erro não forçado numa bola em que seu adversário estava caído. O árbitro, por estar acompanhando a queda de Wawrinka, não percebeu a chamada do ponto e o computou para Federer, dando ao mesmo um Match Point (40-15). Assim que percebeu, Federer solicitou ao árbitro rever o ocorrido e assim o placar passou para 30-30.
No tênis é muito comum atitudes como esta, inclusive em alguns jogos, o atleta em dúvida no momento de solicitar o desafio eletrônico chega ao ponto de perguntar ao seu oponente se a bola foi boa ou não. Por que não pode ser assim?
Principalmente em esportes de contato, como futebol e futsal, existe muita simulação e com isso a credibilidade diminui cada vez mais. Sou contra simulação.
Sempre peço à minha equipe (hoje Sub-20 do Serrano FC) que quando devolvemos a bola ao adversário após uma paralização não a jogue pra fora, mas que devolva ao goleiro ou zagueiro. Jogar pra fora não vai fazer com que sejamos mais "espertos" ou nos dará maiores chances de saírmos vencedores. Mas com certeza nos manterá educados. Não me lembro de alguma jogada em que uma devolução pela lateral para pressionar o adversário tenha se transformado em gol. No máximo obriga um chutão e a retomada da posse de bola.
Precisamos diminuir (se possível um dia parar) a necessidade de tentar levar vantagem em tudo, simulando contusões e agressões. Imagina se isso acontecese no Hockey, Futebol Americano, Rugby etc?
Onde quero chegar? A educação precisa fazer parte do esporte. E ser educado não quer dizer menos competitivo. Seremos sempre duros e intensos na busca pelo resultado, mas justos!!
Grande abraço.
Fernando F. Pessoa de Araújo